16 de maio de 2018 às 07:00

Comentários esparsos: Living Colour, Samantha Fish, Richie Sambora,Orianthi

Marcelo Moreira

Living Colour tocando em Rosario, na Argentina (FOTO: DIVULGAÇÃO/ FACEBOOK LIVING COLOUR)

– Banda com integrantes negros, com roupas e instrumentos coloridos, fazendo som pesado? Seria o renascimento do Bad Brains? Muitos torceram o nariz pelo visual e por preconceito, mas quando o som estourou nas caixas, a galera pirou com o Living Colour com seu hard rock vigoroso e criativo. No mar de bandas do estilo que assolava o rock da época, o quarteto de músicos negros com influências diversas mostrou que dava para ser diferente e com qualidade em uma cena em que predominavam a mesmice e a “modinha”. Por desvioss que os caminhos da música impõem a certos artistas, o Living Colour não se tornou gigante – sempre foi muito mais respeitado e reverenciado do que consumido, o que causou um hiato de muitos anos. No retorno às atividades, mais coesos e maduros, recuperaram o prestígio e mantiveram o respeito. E, com menos pressão mercadológica, podem se dar aao luxo de entrar no palco relaxados e fazer um show espetacular, como foi em São Paulo dias atrás. Não tem como um show do Living Colour dar errado, como é possível ler nesta boa resenha da apresentação.

– A nova queridinha do blues norte-americano é Samantha Fish, guitarrista esplêndida e um feeling absurdo. Já está sendo comparada a Joe Bonamassa como a nova “nerd da guitarra”, já que lançou dois álbuns em 2017 – o bom “Chills and Fever” e o razoável “Belle of the West”. A garota é boa e merece todo o destaque, já que uma artista bem acima da média aos 28 anos de idade – é nova, mas já é veterana do blues. No entanto, é bom a galera segurar a onda nos elogios e nas comparações. Ela ainda precisa de uma obra autoral definitiva após alguns bons álbuns com versões de clássicos do blues e do country. Tendo como referências o rock inglês dos naos 60 e o rock sulista dos anos 70, ela surgiu como um foguete há dez anos mostrando uma pegada diferente de suas colegas Dani Wilde, Deborah Coleman e Joanna Connor, mais velhas e mais tradicionalistas. Samantah toca pesado, abusa dos solos velozes e sempre que pode cai para o lado mais roqueiro. Em boa entreviista dada na edição de maio da revista Total Guitar, edição brasileira, ela conta em detalhes as suas influências e a maneira como está conduzindo a sua carreira. A moça tem muito futuro, mas tem de esperar ele chegar.

– Os guitarristas Richie Sambora e Orianthi, que hoje formam um casal, fazem questão de mostrar seus talentos de forma extravagante. Foi assim nos primeiros trabalhos da dupla, foi assim no show interessante que fizeram em São paulo no ano passado, no Parque do Ibirapuera, e agora isso ficou mais explícito no novo álbum, “Radio Free America”. Tudo é extravagante, dos arranjos aos solos. É blues na raiz, mas as tentativas de atirar para todos os lados nas novas composições jogam o ouvinte para uma total confusão. Há boas ideias como “Making History”, um rockão de arena, pesado e forte, e “Rise”, que lembra o Bon Jovi, ex-banda de Sambora.  Já “Take Me” abusa dos efeitos eletrônicos e artificiais – pop ao extremo, chega a irritar.  Não é ruim, mas precisa de algumas audições e umas doses a mais de paciência para ser digerido.

Fonte: UOL

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