12 de julho de 2018 às 15:59

Herdeira da Playboy afirma: "Sempre defendemos o respeito às mulheres"

Herdeira de uma das publicações mais poderosas no universo impresso, Christie Hefner, filha do fundador da revista Playboy, Hugh Hefner, falou à Fox News sobre como é carregar a herança da marca e como enxerga o papel da revista em meio a debates sobre o

Herdeira de uma das publicações mais poderosas no universo impresso, Christie Hefner, filha do fundador da revista Playboy, Hugh Hefner, falou à Fox News sobre como é carregar a herança da marca e como enxerga o papel da revista em meio a debates sobre o feminismo e racismo na atualidade.

Christie dirigiu os negócios do pai por 26 anos, até 2009, e vê relevância nos prêmios conquistados pela Playboy, alegando que seu pai estava determinado a “proteger os direitos civis” enquanto estivesse vivo.

“Acho que uma das coisas que fez da Playboy um sucesso foi o fato dela se basear na filosofia das ideias em torno da justiça e liberdade pessoal. As atividades da empresa, ao longo de muitos anos, ajudaram a lançar artistas negras, embora as emissoras do sul dos EUA não aceitassem a sua programação. Era fundamental para ele como a marca se expressava”, disse ela, citando uma crítica do New York Times que defendia tal argumento e atribuía a revista a filosofia de “liberdade de expressão”.

A herdeira relembrou, em 1955, quando publicou um artigo na revista, chamado “The Cooked Man”, que descrevia um futuro distópico em que a homossexualidade era a “normalidade”, algo que gerou muita repercussão na época.

“A Playboy era claramente uma revista masculina heterossexual. E teria sido fácil ignorar a questão [sobre a comunidade gay] ou fazer o que muitas outros veículos de mídia fizeram por muitos anos, que abordavam os direitos gays de forma ridicularizada (...) A Playboy era um lugar seguro, um lugar que arriscava e atraía o tipo de pessoa que estava disposta a apostar no apoio às coisas que poderiam ser à frente do tempo.”, disse.

Por fim, Christie comentou ainda sobre as críticas por ajudar a lançar uma revista que muitos acreditam ter conteúdos que objetificam as mulheres.

“Sempre foi reforçado que as mulheres têm o direito de dizer ‘não’, mesmo se não estivessem vestindo calcinhas (...) O ponto de vista que sempre defendemos na revista era o de que as mulheres precisam ser respeitadas. Isso não quer dizer que elas não são bonitas e não devem ser admiradas. Eu acho que é esse o mundo o qual mulheres e homens querem viver”, concluiu.

Fonte: UOL

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