17 de maio de 2018 às 13:56

Justiça rejeita último recurso na 2ª instância e ordena cumprimento da pena de Dirceu

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, negou nesta quinta-feira (17) o último recurso que, em tese, impede o retorno à prisão do ex-ministro José Dirceu (PT). A ordem para que ele comece a cumprir uma pena de 30 anos e nove mes

Crédito:Marlene Bergamo - 9.abr.2013/Folhapress

Marlene Bergamo - 9.abr.2013/Folhapress

O ex-ministro José Dirceu em foto de abril de 2013

O TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, negou nesta quinta-feira (17) o último recurso que, em tese, impede o retorno à prisão do ex-ministro José Dirceu (PT). A ordem para que ele seja novamente detido deverá partir, após autorização do tribunal, do juiz Sergio Moro.

O recurso foi negado por unanimidade pela 4ª Seção do TRF-4, formada por seis desembargadores. Dirceu havia entrado com embargos de declaração sobre a decisão do mesmo colegiado de manter uma condenação de 30 anos e 9 meses, dada em segunda instância, contra o ex-ministro em um processo da Operação Lava Jato.

Dirceu foi preso preventivamente em agosto de 2015, por ordem de Moro, e conseguiu ser solto em maio de 2017, por ordem do STF. Agora, após o julgamento dos embargos, com o esgotamento dos recursos em segunda instância, ele poderá voltar à prisão.

Em 2016, o petista foi condenado em primeira instância por Moro a 20 anos e dez meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa.

O ex-ministro é acusado de ter recebido R$ 12 milhões em propina da Engevix por meio de contratos superfaturados com a diretoria de Serviços da Petrobras. Na denúncia, o MPF (Ministério Público Federal) afirma que essas propinas seriam transferidas para o PT. A defesa tem negado a participação de Dirceu no esquema de corrupção da Petrobras.

Fonte: UOL

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