16 de maio de 2018 às 18:40

Ruína política de Temer trava avanço econômico

A economia brasileira encolheu 0,13% no primeiro trimestre de 2018, informa o Banco Central. Foi uma decepção. Quem entende do riscado avaliava que haveria uma alta. Nada exuberante. Mas um resultado positivo. Coisa de 0,1% ou 0,2%. Esse indicador serve como uma prévia do PIB oficial dos três primeiros meses do ano, que será divulgado em 30 de maio. Significa dizer que vem aí um pibinho chocho.

Um dia depois da pajelança promovida por Michel Temer para celebrar o "sucesso" dos seus dois anos de governo, confirma-se a atmosfera de pessimismo que puxa as previsões de crescimento anual da casa dos 3% para as cercanias de 2,5%, com viés de baixa. Isso seria insuficiente para recuperar o estrago feito pela recessão fabricada na gestão da ''supergerente'' Dilma Rousseff.

A conjuntura eleitoral, a efervescência do dólar e a alta do petróleo envenenam a conjuntura. Mas nada é mais radioativo do que o melado que escorre do Palácio do Planalto desde o dia 17 de maio de 2017, quando Michel Temer recebeu para uma conversa noturna o delator Joesley Batista. Um novo governo foi inaugurado depois do grampo do Jaburu.

Antes do diálogo vadio, a prioridade de Temer era completar a agenda de reformas, aprovando a mexida na Previdência. Depois do grampo, objetivo central de Temer passou a ser não cair. Ele conseguiu arrancar da Câmara o congelamento de duas denúncias criminais. Mas comprometeu irreversivelmente a estratégia econômica. Além de transferir a encrenca previdenciária para o sucessor, Temer fez tantas concessões tributárias às corporações com assento no Legislativo que agravou a crise fiscal, hoje o principal problema econômico do país.

Antes do escândalo da JBS, Temer apresentava-se ao lado de Henrique Meirelles como paladino da austeridade, patrono da emenda constitucional que limitou o teto de gastos. Depois, abriu os cofres do Tesouro para que as bancadas aliadas plantassem bananeira dentro deles. Hoje, Temer já não governa os acontecimentos. É governado pelos fatos. A equipe econômica, composta de gente competente, faz o que pode para evitar que a coisa se deteriore além do necessário enquanto o presidente da República, às voltas com duas denúncias e dois inquéritos, apodrece no cargo.

Fonte: UOL

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