17 de maio de 2018 às 04:00

Veja 7 dicas para viajar com segurança, mesmo em carros menos equipados

Verificar desgaste dos freios e transportar crianças em cadeirinhas parecem dicas óbvias, mas nem todo mundo segue

Não precisa ser especialista em segurança para saber que a maioria dos carros vendidos no Brasil (e na América Latina) ainda são inseguros. Os resultados dos crash-tests realizados pelo Latin NCAP apenas endossam isso: dos nove veículos avaliados pelo órgão em 2017, apenas três deles receberam a classificação máxima de cinco estrelas. A maior parte dos "fracassos" engloba carros mais baratos -- justamente os mais vendidos.

Mas ter veículos com as últimas tecnologias em termos de segurança é parte da questão e, enquanto ela não é resolvida, a Proteste (Associação Brasileira da Defesa do Consumidor) ressaltou cuidados que todo motorista, mesmo o de carros mais simples, pode tomar para tornar suas viagem mais segura e evitar acidentes. UOL Carros lista os principais. 

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Esta dica, aliás, vale para todas as luzes de advertência do seu carro, que devem ser levadas a sério sempre que surgirem. Afinal de contas, se alguma delas não estiver funcionando corretamente, aumentam as chances de problemas.

No caso do ABS, sistema de auxílio de frenagem que é obrigatório nos projetos novos desde 2014 e em todo carro zero-quilômetro desde 2016, uma luz de advertência pode significar que o sistema está inoperante e deixar o motorista sem controle sobre a direção do carro (por conta do travamento das rodas), em caso de freadas mais fortes.

Além do ABS em si, todos os componentes do sistema de freios demandam atenção especial por parte do proprietário.

Pastilhas, discos, sapatas e tambores de freio precisam ser substituídos seguindo a recomendação da fabricante do veículo para evitar transtornos.

Fique de olho na data de validade do fluido de freio do seu carro. Produto fora do prazo de vencimento pode prejudicar o tempo de resposta das frenagens em situações de emergência.

O banco foi feito para acomodar seu corpo da forma mais confortável possível. Mas não adianta nada se você se sentar de forma equivocada.

Fique sempre no centro, nunca de lado ou virado para trás. O apoio lombar deve ficar em uma posição adequada para sustentar suas costas, sem que seja preciso descolar do banco para realizar manobras. Dirigir com o encosto deitado também não está com nada: além de causar dores na coluna, a falta de apoio pode ser fatal em uma colisão traseira.

Quem viaja no banco do passageiro também precisa ficar esperto: nada de cruzar as pernas ou apoiar os pés no painel. As duas posturas são desaconselhadas em carros equipados com airbags, já que o impacto da bolsa inflável pode causar lesões graves e até fatais na parte inferior do corpo.

Levar objetos no colo é tão perigoso quanto deixá-los soltos pelo interior do carro. Isso porque o impacto de uma batida a 60 km/h pode fazer um objeto de 1 kg se converter em uma carga de 50 kg.

Você não dará conta de segurar essa carga em caso de acidente: se ele for projetado e atingir algum dos passageiros, o choque pode causar ferimentos graves e, dependendo do peso e tamanho do objeto, até matar.

Não é só pelo risco de ser multado é que as crianças precisam ser transportadas da forma adequada. A segurança vem em primeiro lugar, e saber qual é o equipamento correto é essencial.

Até um ano de idade, a criança deve ser acomodada no bebê conforto. A cadeirinha vale de um a quatro anos. Dos quatro até os sete anos e meio de idade a escolha é o assento de elevação ("booster"). E somente após sete anos e sete meses é que a criança pode se sentar no banco traseiro com o cinto de segurança afivelado.

Esta pode ser a dica mais óbvia, mas é também a mais importante da lista. Andar acima do limite de velocidade coloca em risco sua integridade e a de todos os outros motoristas e pedestres ao redor.

Lembre-se: quanto maior for a velocidade menor será o tempo de reação em caso de emergência. São segundos que podem fazer a diferença entre a vida e a morte.

Fonte: UOL

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