31 de janeiro de 2018 às 20:10

Zuckerberg admite que pessoas estão usando menos Facebook; ações caem

Mark Zuckerberg, chefão do Facebook, ofereceu uma informação no mínimo interessante nesta quarta-feira (31), ao apresentar o balanço da rede social no quarto trimestre de 2017. De acordo com o CEO, mudanças feitas no site fizeram com que houvesse uma giga

Crédito:Justin Sullivan/Getty Images/AFP

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Mark Zuckerberg está promovendo mudanças no Facebook

Mark Zuckerberg, chefão do Facebook, ofereceu uma informação no mínimo interessante nesta quarta-feira (31), ao apresentar o balanço da rede social no quarto trimestre de 2017. De acordo com o CEO, mudanças feitas no site fizeram com que houvesse uma gigante queda no uso do site.

O número total do declínio é de nada menos que 50 milhões de horas a menos que as pessoas usaram o Facebook diariamente. A rede social diz que isso aconteceu pela redução da exposição de vídeos virais, a fim de que os usuários tenham mais bem-estar no site.

Houve também uma queda, aparentemente pela primeira vez, em usuários ativos por dia nos Estados Unidos e Canadá – o número caiu de 185 milhões para 184 milhões. Apesar desse declínio, o número de usuários ativos no mundo subiu de 1,37 bilhão para 1,4 bilhão no quarto trimestre. Os usuários ativos por mês passaram a 2,13 bilhões.

A reação de investidores foi imediata: as ações do Facebook, pouco após o anúncio, sofriam queda de quase dez dólares, caindo 4,8% cotadas a US$ 177,91.

Embora o anúncio de queda no tempo de uso do site seja preocupante, o Facebook continua fazendo bastante dinheiro. A receita no último trimestre de 2017 foi de nada menos que US$ 12,78 bilhões (cerca de R$ 40,7 bilhões). O aumento na receita é de 47%, impulsionado por anúncios para dispositivos móveis.

A rede social enfrentou um 2017 conturbado, tendo problemas envolvendo fake news e a influência russa na eleição norte-americana por meio do Facebook. A possibilidade de órgãos reguladores interferirem no site também paira sobre a rede social. Tudo isso resultou em mudanças feitas por Mark Zuckerberg.

"2017 foi um ano forte para o Facebook, mas também difícil. Em 2018, estamos focados em deixar claro que o Facebook não é só divertido de usar, mas também bom para o bem-estar das pessoas e para a sociedade", escreveu Zuckerberg.

O dono da rede social já colocou como meta para este ano "arrumar" o Facebook – nos últimos anos, suas metas eram mais diferentes, como aprender mandarim e visitar todos os Estados dos EUA.

Neste início de ano, foi anunciada uma mudança no algoritmo que fará com que as pessoas vejam menos postagens de páginas e sites e mais coisas de amigos na rede social. A mudança desagradou alguns investidores.

Fonte: UOL

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